TRC – Araçatuba Half Marathon – 2017

Para desbravar novos desafios sempre podemos dizer que o que mais nos aguça para estar próximo dele é o fato de tentar supera-lo, mas na verdade o que nos move para esse feito se chama: Medo.

 

Estar na linha de largada em geral é muito tenso. Quando se busca algo além de cruzar a linha de chegada, o desafio ganha uma proporção maior, com isso superar, conquistar, gritar ao final se torna algo que talvez não caiba e nem eu consiga descrever, pois trata-se de algo que esta reservado aos guerreiros que sempre buscam novos desafios, e aqui na JVM TRAIL RUN, construímos esse tipo de gente…

 

Por: Cibele Prates nossa VIRGINETE de Curitiba – Paraná- BrasilIMG_3013

 

Era um sábado – 11/03/2017

Local: Tijucos do Sul

Pico: Morro do Araçatuba

Altitude: 1672 metros de Altitude do nível do mar

Base: 900 metros

Desafio: TRC Araçatuba Half  Marathon

 

Foi assim…

 

– Nunca fui de “mimimi”, mas pela primeira vez eu estava insegura se largava ou não. Em um treino na terça-feira de Carnaval, lá mesmo no Morro do Araçatuba, por um descuido acabei fazendo uma, ou melhor duas (por pouco não tenho direito a música no Fantástico…rsrs), torções no tornozelo esquerdo, deixando ele meio zoado e me afastado por completo da corrida por 10 dias. Mesmo estando liberada pelo médico e fisioterapeuta sabia um pouco da pedreira que tinha que enfrentar, e por mais que já havia feito diversos treinos por lá, já que trata-se de uma lugar IMG_3015maravilhoso e bem próximo à Curitiba (onde moro), treino é treino, prova é prova, e eu tive medo de me machucar mais e ter que mudar meus planos futuros. No funil de largada os mais chegados viam estampado na minha cara a agonia, e ainda não sabia o que fazer. Estava confusa e peito apertado, logo veio o gosto salgado das lágrimas da indecisão, e então pedi que Deus me enviasse um sinal, e ele veio… Uma voz dentro de mim “Hey! Você pode, acredite! Vai lá e enfrenta mais essa encrenca que você tanto ama!”… e fui…
Larguei em um ritmo bem maroto, mantendo o foco, cabeça no lugar, e fui fazendo a minha prova, sem muita estratégia o objetivo tinha mudado, era apenas concluir a prova. Até o km 9, fui bem na maciota, caminhando bastante para poupar o tornozelo e também energia, pois sabia que depois disso era osso, o bicho ia pegar, do km 9IMG_3017 até o 13, subida, muita subida, mas… ia piorar depois do 13 até o cume km 16, era hora de sofrer um bocado e ter muita “alegria nas pernas” para alcançar o cume, caminhei forte e consegui. Alegria que não cabia em mim, agora era descer com “muuuito” cuidado. Começava com um lamaçal, até perdi o tênis, depois descida técnica que fui bem de boa, super concentrada até o final e pronto COMPLETEI, com um certo desconforto a prova toda, mas nada que fizesse pensar em desistir. Eu não duvidei que terminaria, o resultado não foi o que eu queria, mas a alegria, ah!!! essa foi, depois de sentir o gosto salgado da largada e o amargo dos momentos mais difíceis da prova o doce parece mais acentuado e nesse momento que tenho a certeza que tudo vale a pena. Fiz o que pude, foram quase 23 km com um desnível positivo de 1420 m em 4:36, que ainda renderam uma 10ª colocação  geral, 1ª na categoria e uma 3ª colocação no Team Battle, AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA
E foi mais um sábado memorável que ficou para a história, que venham as próximas.

 

E assim partir para o próximo desafio.

 

Veja AQUI os Resultados.

 

JVM Trail Run

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